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Faria

Faria

O uso deste apelido é bastante remoto, não se sabendo qual a sua raiz, que poderá ser toponímica, derivando da freguesia com o mesmo nome, no termo de Barcelos. Certo é que é dos mais antigos e nobres de Portugal. Já no reinado de D. Afonso Henriques vivia João de Faria, pai de D. Godinho, o prelado que sucedeu a D. João Peculiar na arquidiocese de Braga e que viria a ser beatificado. Nas Inquirições de D. Afonso III e de D. Dinis aparecem mencionados vários indivíduos do mesmo apelido. De outros Farias medievais se tem notícia documentada, todos eles pertencentes à nobreza, se bem que não nos seja possível entroncá-los uns nos outros. Assim, a um Lourenço Faria se faz menção em 1288, nas Inquirições de D. Dinis, dizendo-o senhor da Quinta de Onega do Paço. E em 1360, no instrumento de comprovaçao do casamento de D. Pedro 1, o Crú, com D. Inês de Castro, uma das testemunhas é um tal Garcia Martins de Faria, cavaleiro. E, o mais célebre dentre eles, é Nuno Gonçalves de Faria, o alcaide-mor do castelo de Faria, que deu a vida para a conservação deste em poder dos portugueses. Do seu casamento com D. Teresa de Meira teve geração. As armas dos Farias são: de vermelho, com uma torre de prata, aberta e iluminada de negro, acompanhada de cinco flores-de-lis de prata, três em chefe e uma em cada flanco. Timbre: a torre do escudo, encimada por uma das flores-de-lis.

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